Borboleta Azul

glitters
Havia um viúvo que morava com suas filhas curiosas e inteligentes. As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não.Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem férias com um sábio que morava no alto de uma colina.O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar.Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder.Então, uma delas apareceu com uma borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.
- O que vai fazer? perguntou a irmã.
- Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta.Se ele disser que está morta, vou abrir as mãos e deixá-la voar.Se ele disser que está viva, vou apertá-la e esmagá-la.E assim qualquer resposta que o sábio nos der está errada!
As duas meninas foram, ntão, ao encontro do sábio, que estava meditando.
- Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?
Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
- Depende de você. Ela está em suas mãos.
Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro.Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado.Somos nós os responsáveis por aquilos que conquistamos (ou não).Nossa vida está em nossas mãos, assim como a borboleta.Cabe a nós escolher o que fazer com ela."

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Confesso

Quando muitos se envergonham,
eu confesso, eu choro.

Choro como forma de terapia,
choro para aliviar a alma
de tristezas actuais
ou de alegrias passadas.

Choro não com o estigma
de dor,
mas com a consciência
do que é viver.

Choro pela morte
do passado
e pelo
nascimento do futuro.

Choro nem que seja só para sentir o sabor
salgado das lágrimas,e ter certeza que,
como ser humano, vulnerável sou,
mas não fraco por chorar

Pôr do Sol

No início um pôr do Sol cheio de promessas,
Promessas de amor, carinho e descobertas.
Numa madrugada de juras, delícias e ternuras,
Trinta minutos desejados e vividos.

Um nascer do sol,
Com infinito vazio e solidão.
Na esperança que o Sol se vá,
A madrugada chegue e arranque,
Do peito essa dor da ansiedade.

Amor misterioso fenômeno,
Como dói a dor da saudade,
A dor do abandono, a espera,
A espera de notícias, o silêncio.

Surpreendente

Ora voz agressiva e valente,
Ora doce menino surpreendente,
Confuso e prudente.

Num incidente de repente,
Quase sem fala, ar que não sai,
Mãos suadas, pés gelados, amor sufocado.

Num mundo parado, segredo guardado,
Constragido e preocupado envia contato,
Está atrasado, aparelho desligado.